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Sinposium Sarajevo

Simpósio de Sarajevo

Apesar de o diagnóstico precoce continuar a ser determinante para melhores resultados, o grande desafio atual é a integração de terapias complementares que olhem para o doente de forma verdadeiramente holística.

Ficou claro que o suporte psicossocial não é um extra, mas uma necessidade em todas as fases da jornada oncológica. Combater o estigma associado à saúde mental, ainda muito presente, sobretudo nos homens, é essencial para garantir uma recuperação completa.

Um dos pontos fortes do simpósio foi a evidência de que o equilíbrio emocional influencia diretamente a recuperação física. Níveis elevados de stress, com impacto no cortisol e no equilíbrio hormonal, podem comprometer a reabilitação.

A Delegação de Portugal, representada pela Associação Rosa Vida, esteve em destaque através da intervenção de Paulo Morais, que apresentou o programa Quality Onco Life, desenvolvido em Portugal.

Portugal foi apontado como um dos países que já está na linha da frente da aplicação prática daquilo que a ciência há muito comprova: o exercício físico deve ser um dos pilares do tratamento oncológico.

Não se trata apenas de sobreviver, trata-se de recuperar qualidade de vida. E sem exercício físico devidamente orientado, esse objetivo torna-se muito mais difícil de alcançar.

O reconhecimento internacional resulta também do facto de Portugal já contar com programas estruturados e implementados, como o QOLP, e com um setor do exercício físico regulado e qualificado, permitindo uma intervenção segura e baseada em evidência.

Paulo Morais interveio não apenas como Presidente da Rosa Vida, mas também como Vice-Presidente da Portugal Activo, reforçando a importância da integração entre saúde, exercício e políticas públicas.

No seu conjunto, o simpósio foi um apelo a um cuidado mais humano e integrado, onde a identidade, a alimentação, os hobbies e até a vida sexual são reconhecidos como pilares relevantes na recuperação e na qualidade de vida.

No painel dedicado à nutrição e suplementação, ficou evidente o impacto direto da alimentação no tratamento oncológico, mas também o risco da desinformação. Abordagens extremas, sem base científica, podem levar a défices nutricionais perigosos.

Foi igualmente reforçada uma ideia fundamental:
nutrição e exercício físico devem caminhar juntos.

A falta de ajuste adequado de qualquer um destes pilares compromete seriamente os resultados clínicos e a recuperação do doente.

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